Maioria dos fumantes desconhece tratamentos

sexta-feira, 3. setembro 2010 8:44 | Autor:admin

Cerca de 70% dos fumantes querem parar de fumar, mas poucos sabem como.
As pessoas precisam saber que tabagismo é uma doença, e como qualquer outra precisa de tratamento médico, o que aumenta em quatro vezes a chance de parar.

Quem fuma, faz isso por três razões:

1- dependência, prazer e hábito. A dependência ocorre porque o uso frequente de nicotina cria e aumenta a necessidade no organismo de dopamina, substância liberada na área de recompensa do cérebro, provocando sensação de bem-estar e humor restabelecido. Os receptores cerebrais aumentam em número e ficam menos sensíveis, por isso é preciso cada vez mais (nicotina).

Há várias possibilidades de tratamento (veja quadro) e é a avaliação médica que vai direcionar qual a melhor para cada paciente. Entre as medicações de primeira linha, aquelas consideradas com mais eficácia e com menos efeitos colaterais, estão a terapia de reposição de nicotina (adesivo, goma ou pastilha), a bupropiona e a vareniclina. O ideal é que o paciente faça o tratamento por pelo menos 12 semanas.

Para a pneumologista Maria Vera de Oliveira Castellano, coordenadora do Ambulatório de Tabagismo do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, alguns desafios precisam ser vencidos para um tratamento mais eficaz. O primeiro é a disponibilidade dos medicamentos na rede pública de saúde e, o segundo, o ensino formalizado nas escolas de medicina. ´´Infelizmente os centros não recebem todas as medicações e é interessante ter várias opções de tratamento, que teoricamente deveria ser feito por qualquer especialista´´, afirma.

Um dos relatos de quem para de fumar é o de ficar mais tranquilo. Isso se justifica, segundo a médica: ´´o que estimula a ansiedade e a irritabilidade é o intervalo entre um cigarro e outro´´, explica. (C.P.)

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Companheiro é motivação para deixar de fumar

sexta-feira, 3. setembro 2010 8:39 | Autor:admin

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Reação à obesidade tem se limitado a discurso repetitivo, diz especialista

sexta-feira, 3. setembro 2010 8:38 | Autor:admin

Como o estresse faz você engordar

quarta-feira, 18. agosto 2010 10:15 | Autor:admin

Por mais de uma década pairou sobre o estresse a suspeita de influenciar diretamente o ganho de peso. Ela estava basea da principalmente na observação cotidiana de especialistas como o endocrinologista paulista Alfredo Halpern, chefe do Serviço de Obesidade do Hospital das Clínicas de São Paulo (HC/SP)e um dos mais experientes da área. “Sempre percebi que ele é um fator muito importante para a maioria dos pacientes que atendo”, diz. Mas não havia provas científicas disso. Agora há. Elas emergem de diversos estudos mundiais financiados por entidades como o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês), um dos mais importantes do planeta em matéria de pesquisas e desenvolvimento de políticas de prevenção de doenças. Só no ano passado, o NIH destinou US$ 37 milhões para as investigações sobre comportamentos associados ao aumento de peso com a finalidade de encontrar intervenções efetivas contra a epidemia de obesidade – um problema que atinge, atualmente, cerca de 400 milhões de pessoas no mundo. A estimativa é ainda mais preocupante se forem contabilizados os indivíduos com sobrepeso. “O número sobe para cerca de 1,5 bilhão”, diz o endocrinologista Walmir Coutinho, recém-eleito presidente da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade (Iaso).

Nos trabalhos, o estresse tem surgido como um dos mais fortes responsáveis pela subida dos ponteiros da balança. Um exemplo é o estudo realizado por Diana Fernandez, da área de medicina preventiva da Universidade de Rochester, nos EUA. Ela observou 2.782 empregados de uma fábrica de Nova York e constatou que o estresse vivenciado em uma fase de demissões aumentou muito a procura por comidas ricas em gorduras e calorias – elas desapareciam rapidamente das máquinas onde eram vendidas. Mas as complicações causadas pelo estresse foram além. Os trabalhadores disseram não ter tempo para comer bem ou fazer atividade física na hora do almoço porque tinham medo de sair de suas mesas de trabalho por muito tempo. Cansados física e emocionalmente, à noite a maioria se dedicava a ver televisão. “Os que assistiram a quatro horas por dia ou mais tiveram 150% mais chances de se tornar obesos”, disse a especialista à ISTOÉ.

O mesmo fenômeno foi verificado em outro experimento, desta vez feito com animais. O cientista Mark Wilson, da Universidade Emory (EUA), queria também saber se viver em ambiente estressante levava ao consumo de comidas ricas em calorias. Para isso, ele observou o comportamento alimentar de fêmeas do macaco rhesus. Entre esses animais, algumas dominam as outras. As que são submetidas geralmente acabam vítimas de agressão constante, o que as deixa em situação de estresse crônico. Após o experimento, Wilson constatou que a tensão fez com que os animais engordassem. “As fêmeas subordinadas comeram maiores quantidades e várias vezes por dia. Também preferiram os alimentos mais calóricos. Por isso, ganharam peso em ritmo acelerado”, disse Wilson à ISTOÉ.

Por causa de achados como esses, muitos especialistas começam a defender mudanças nos relacionamentos pessoais e profissionais – visando à diminuição do estresse – também com o objetivo de conter o avanço da obesidade. “Os resultados devem ser levados em conta na formulação de estratégias contra o problema”, diz Carol Shively, da Wake Forest Baptist Medical Center. Uma das propostas é que os programas de bem-estar no trabalho examinem a estrutura organizacional e forneçam meios práticos para minimizar o estresse. Além disso, é necessário dar condições para romper o sedentarismo. Uma delas, praticada por poucas empresas no Brasil, é ter uma área equipada para as pessoas se exercitarem antes, durante ou depois do expediente.

Comprovada a conexão estresse-obe sidade, a pergunta que surge é: por quais mecanismos ele resulta em ganho de peso? À luz das recentes descobertas, é possível depreender que ele modifica as respostas do corpo à comida de uma forma extremamente intensa. “Está ficando claro que o estresse crônico altera as respostas do organismo e leva à obesidade”, afirma a endocrinologista Maria Fernanda Barca, do Grupo de Tireoide do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Os estudos estão mostrando que as transformações impostas pelo estresse e que resultarão nos quilos a mais ocorrem em diversas frentes. A mais importante, com repercussões bastante amplas, está relacionada aos níveis de cortisol. O hormônio está associado ao estado de prontidão do organismo. Seus níveis sobem algumas horas antes de acordarmos por ordem do hipotálamo, uma estrutura localizada na base do cérebro que recebe informações do corpo e regula as nossas reações. Ele instrui, por exemplo, as glândulas suprarrenais a liberar o cortisol para que, nesse momento, ele atue como uma espécie de despertador.

De ação prolongada, sua quantidade no sangue cai gradativamente ao longo do dia, chegando a taxas mínimas no final da tarde, numa preparação para o relaxamento da noite. Ou pelo menos deveria ser assim. “Condições como a insônia, a depressão e o estresse crônico mantêm o cortisol alto o dia todo, induzindo o corpo ao alerta constante”, diz a psicóloga Ana Maria Rossi, de Porto Alegre, presidente da Isma-br, entidade internacional voltada para o estudo do gerenciamento do estresse. Um dos resultados dessa exposição sem descanso é que indivíduos em estresse prolongado produzem duas a três vezes mais cortisol do que o normal.

No que se refere aos mecanismos de controle ou ganho de peso, isso é um desastre. O cortisol excessivo representa um sinal de perigo que o corpo traduz como uma ordem para poupar energia diante de uma iminente situação de emergência. Para que a operação seja executada, desencadeia-se uma série de fenômenos. Um deles foi revelado por cientistas do Garvan Institute of Medical Research, da Austrália. Em trabalho com cobaias, eles constataram que, sob estresse crônico, o corpo libera a molécula Y (também chamada de neuropeptídeo NPY). Ela desbloqueia alguns receptores – uma espécie de fechadura química – das células de gordura. O que acontece depois? Como se tivessem recebido uma dose de fermento, as células crescem em tamanho e número.

Mas os pesquisadores verificaram ainda algo tão ruim quanto esse mecanismo. Os animais estressados não só criaram mais gordura corporal como apresentaram diferenças significativas na forma como ela foi armazenada: a maior concentração foi na barriga. “O cortisol favorece o acúmulo de gordura na região abdominal”, explicou Herbert Herzog, coordenador do trabalho. É justamente esse tipo de obesidade que mais preocupa os médicos. É sabido que ela torna os indivíduos mais suscetíveis ao depósito de placas de gordura nas artérias, à doença cardíaca e à diabetes. Existem algumas teorias que explicariam a razão do acúmulo no abdome em situação de estresse. “Estudos mostram que o tecido gorduroso na região da barriga tem receptores para o cortisol”, diz o médico Coutinho, da Iaso.

A ciência descobriu que as alterações hormonais agem também sobre outro mecanismo do corpo: o sistema endocanabinoide, com receptores nervosos no cérebro, fígado, nos músculos e na gordura. Ele desempenha um papel importante no controle do gasto e do acúmulo energético e no metabolismo de gorduras e açúcares. “Uma vez ligado, determina que o corpo guarde mais reservas. E é exatamente isso o que acontece na presença do estresse”, diz o endocrinologista Halpern.

Para piorar, este mesmo sistema está vinculado ao processamento da compensação, quando o corpo, de alguma maneira, procura algo que lhe dê prazer para compensar algum sofrimento. Dessa maneira, submetido a uma tensão diária, ele vai trabalhar de forma a forçar o indivíduo a achar algo que o alivie. Uma das saídas mais efetivas disso, pelo menos do ponto de vista cerebral, é aumentar o consumo de comidas saborosas, ricas em gorduras e açúcares. E lá vão pacotes de biscoitos, barras de chocolates e pães. Isso ocorre porque esses alimentos, indiretamente, provocam o aumento da produção da serotonina, conhecida como o hormônio do bem-estar. Ela relaxa, alivia as sensações dolorosas e até induz ao sono. Portanto, inconscientemente, ingerimos guloseimas quando estamos estressados para responder a um pedido do corpo por mais bem-estar. O problema – e a grande armadilha – é que os alimentos desta categoria são os mais engordativos.

Passa pelo mesmo sistema outro processo recentemente revelado vinculado ao ciclo estresse-obesidade. Cientistas do Scripps Research Institute, na Califórnia, descobriram que, se o organismo for privado subitamente de um alimento que lhe dava conforto – em geral os fatídicos doces e massas –, responde da pior maneira possível. “Ocorre um estresse cerebral e o desencadeamento de uma reação exagerada”, explica Eric Zorrila, coordenador da pesquisa. Na verdade, a pessoa torna-se vítima de uma crise de abstinência, semelhante à que acontece em casos de dependência de drogas. “O cérebro procura voltar ao seu padrão, ao vício de comer alimentos saborosos”, diz Zorrila. Sua conclusão baseia-se em estudo que fez usando ratos. Ele observou que o mecanismo registrado nos animais que tiveram sua dieta alterada segue um roteiro igual, no que se refere à ativação de vias moleculares, ao que é deflagrado na dependência química de álcool e drogas. Em ambos os casos, está envolvida a amígdala, uma estrutura do cérebro relacionada às emoções. “Acreditamos ter revelado uma das bases neuroquímicas que podem resultar no efeito ioiô. Vimos que mudar radicamente de dieta, tirando de uma hora para outra os alimentos a que se está acostumado não é uma boa estratégia”, diz Zorrilla.

Esses novos conceitos vão ao encontro do raciocínio da psicóloga Ana Rossi, de Porto Alegre. Ela trata seus pacientes estressados e obesos com uma técnica que reforça as atitudes positivas em vez de simplesmente enchê-los de restrições. “O cérebro não consegue converter ordens negativas em positivas e mudar comportamentos. Por isso, em vez de privar, é melhor dar instruções positivas”, diz ela. Como seria isso? “É mais eficiente para mudar um hábito eu me imaginar saciada com salada e apenas um pedaço de filé do que tentar colocar na mente que não posso comer carnes gordurosas”, explica a psicóloga.

Mais uma frente que começa a ser decifrada são as relações e as consequências da dobradinha estresse e ansiedade. Algumas respostas começam a vir à superfície. Um estudo realizado pela Universidade de Yale (EUA) acaba de revelar, por exemplo, que a insônia – sintoma evidente da presença das duas condições – contribui de forma expressiva para o ganho de peso. De acordo com o trabalho, ela hiperestimula neurônios do hipotálamo. “Essas células nervosas são muito sensíveis ao estresse. Se forem excessivamente ativadas, podem levar a reações exageradas, como comer demais”, diz o pesquisador Tamas Horvarth, um dos autores do trabalho.

A informação já está servindo para nortear o trabalho dos especialistas. “Peço às pessoas com problemas de peso e sono para adotarem medidas para regularizar as duas coisas, em vez de tratar apenas um ou outro”, diz a nutricionista Noádia Lobão, de Niterói, no Rio de Janeiro. Nas suas consultas, a especialista faz um levantamento aprofundado da qualidade do sono antes de estabelecer uma dieta e costuma indicar chás de camomila ou erva cidreira e doses de fitoterápicos à base de maracujá para ajudar os pacientes a relaxar na hora de ir para a cama. No consultório do cirurgião plástico Rodrigo Federico, de São Paulo, pacientes nitidamente ansiosos também recebem orientação específica. “Oriento para que façam sessões de terapia antes de operar. O estresse pode dar um efeito rebote e levar a pessoa a recuperar o que perdeu”, diz ele.

Embora os pesquisadores saibam que ainda há muito a entender sobre a questão estresse e ganho de peso, a maioria já está feliz com as descobertas realizadas até agora. “Conseguimos identificar uma parte do caminho, da cadeia de eventos moleculares que liga a obesidade e o estresse crônico”, diz o pesquisador Herbert Herzog, da Austrália. Portanto, a partir de agora, se o médico sentar-se à sua frente na próxima consulta e disser simplesmente que o problema é que você come mais calorias do que gasta, desconfie. Ele não está errado, é verdade. Mas, antes de iniciar o tratamento, é preciso saber exatamente o que está levando você a cair nesse ciclo. Pode ser o estresse. E ele deve ser tratado também.

Fonte: ISTO É

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Nem todos sentem o gosto do sal igualmente

sexta-feira, 18. junho 2010 11:26 | Autor:admin

A genética pode influenciar o jeito como as pessoas sentem o gosto do sal, de acordo com um estudo realizado pelo Penn State College of Agricultural Sciences. Por isso, para algumas pessoas, a baixa quantidade de sal na comida pode ser intolerável. A pesquisa envolveu 87 participantes, entre homens e mulheres saudáveis de 20 a 40 anos, que consumiram alimentos salgados, como caldo de carne, batatas fritas e biscoitos, em diferentes ocasiões ao longo da semana. A amostra, composta por indivíduos que não estavam modificando sua dieta normal e que não fumavam, foi designada para classificar a intensidade de sabor em uma escala comumente usada pelos cientistas que vai desde “mal detectável a forte sensação”. De acordo com o professor assistente do Penn State, estas conclusões são importantes porque nos últimos anos os esforços médicos para reduzir o teor de sal nos alimentos deixaram muitas pessoas lutando para aceitar que elas simplesmente não conseguem diminuir a quantidade de sal que ingerem. “A maioria de nós gosta do sabor do sal. Entretanto, algumas pessoas comem mais sal, tanto por gostarem mais do sabor do salgado, mas também porque sentem necessidade de bloquear outros sabores desagradáveis dos alimentos. As pessoas que tem o paladar mais apurado consomem mais sal do que os outros e, por isso, parecem gostar mais dele”, explica John Hayes, um dos pesquisadores do estudo. Segundo Hayes, essas pessoas de paladar apurado, chamadas de supertastes, também necessitam de níveis mais elevados de sal para bloquear o gosto amargo em alimentos, como queijo, por exemplo. Isso comprova que existe uma vasta variação no gosto, que é tão normal como as variações de cor de cabelo e olhos. Consumo exagerado Atualmente, as pessoas consomem duas a três vezes a quantidade de sal recomendada para uma boa saúde. Hayes aconselha que os consumidores devem continuar a diminuir o consumo de sal, começando pela leitura do rótulo dos alimentos e procurar produtos que contenham menos de 480 miligramas de sódio por porção. Dietas ricas em sal podem aumentar o risco de pressão alta e derrame. “As necessidades diárias de sal estão relacionadas às necessidades de sódio e elas são facilmente alcançadas sem a adição de sal no preparo dos alimentos, pois uma dieta normal já contempla os 500mg de sódio necessários ao organismo e que são encontrados naturalmente nos alimentos”, explica a endocrinologista Ellen Simone Paiva. A nutricionista Simone Freire completa: “a recomendação de sal é de 6 g por dia (2,4 g/dia de sódio), correspondente a quatro colheres de café rasas de sal (4 g), sendo 2g provindas dos alimentos naturalmente. Para conseguir atingir esses valores, recomenda-se reduzir o sal no dia a dia nas escolhas de alimentos com menor teor de sal, evitar o saleiro à mesa e reduzir o consumo de enlatados, conservas, frios, embutidos, sopas, temperos, molhos prontos e salgadinhos. A conduta da diminuição do sal deve estar associada ao aumento de alimentos ricos em potássio, (frutas e hortaliças frescas), que além de ajudar a eliminar o sódio do organismo, pode diminuir os riscos da hipertensão arterial e do desenvolvimento de cálculos renais (pedras) e ainda minimizar a perda da massa óssea.

” Fonte: O ESTADO DO PARANÁ – PR

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Sódio faz mal ao coração

sexta-feira, 11. junho 2010 13:03 | Autor:admin

Quer comer menos? Preste atenção ao se alimentar

sexta-feira, 11. junho 2010 12:56 | Autor:admin

Uma cena muito comum é a de um grupo de jovens que ao sair do cinema, programa um jantar… O programa é aceito prontamente por todos, que mal percebem que acabaram de ingerir (cada um) um balde de pipocas com cerca de 1200 calorias, durante o filme, além de outro balde de refrigerante…

À medida em que comemos, o cérebro passa a receber mensagens, sinalizando a ingestão de alimentos, o que confere progressiva saciedade ao final da refeição. “Essa interação entre o estômago e o cérebro é realizada através de hormônios específicos, mas dela participam muitos outros sinais como a visão do alimento, o tempo de mastigação e a percepção do sabor do mesmo. Assim, todos esses fatores podem concorrer para que tenhamos bem definido o tempo de saciedade e o momento de parar de comer”.

Nos tempos atuais de tecnologia avançada, a internet, os jogos eletrônicos e a TV mobilizam as pessoas como nunca. Tornou-se muito rara a refeição à mesa e com ela a família reunida. Aliás, fazer refeições em si, já é coisa do passado… “Passamos a lanchar mais e principalmente comer enquanto fazemos alguma coisa. Essa atitude leva à ingestão despercebida de alimentos. Comemos muito mais na forma de beliscos e não computamos o que comemos. Não é raro encontramos pessoas que praticamente não sabem dizer o que comem”.

Um hábito que se aprende na infância !

Nossos filhos nos observam e geralmente nos imitam. Não adianta ensinarmos a eles o que não fazer, pois eles invariavelmente seguirão mais os nossos hábitos do que a conversa do “faça o que eu digo e não faça o que eu faço”. Por isso, é melhor cuidar dos próprios hábitos antes de querer moldar os deles.

A primeira geração dos nascidos na era do computador está agora tendo filhos e precisa de orientação. “Muitos deles tem hábitos alimentares completamente irregulares e não desgrudam de suas ‘máquinas maravilhosas’ nem sequer para comer, imaginem os bebês desta geração… Não estamos falando em fixar horas de navegação na Internet e não estamos falando em educar as crianças. Queremos apenas lembrar de que é muito importante voltar para a mesa, olhar para a comida e ter noção do que estamos mastigando. A hora ideal para fazer isso é cedo, de preferência na fase da papinha”.

Nessa fase da vida, a melhor dica para os jovens papais e mamães é evitar dar a papinha para as crianças na frente da TV, principalmente evitar que os pequenos comam sem prestar atenção no que estão fazendo, por mais seletivos e difíceis de aceitar a comida que eles possam ser. “Quando condicionados a comer assistindo desenhos ou outros programas infantis, eles passam a comer somente dessa forma, sem prestar atenção. Sem saborear ou se darem conta do que estão comendo”.

Quando os maus hábitos já estão formados !

Todos os dias, percebemos a dificuldade das pessoas mudarem seus hábitos alimentares. “Mas nem tudo está perdido quando estamos lidando com crianças e adolescentes, mesmo que já desorganizados do ponto de vista alimentar. Entretanto, é importante saber que com crianças e adolescentes não devemos ir com tanta sede ao pote. Precisamos entender a fase em que eles estão e os interesses deles. Muitas vezes, temos que esperar por eles, ou, outras vezes, estimular os pais a adotarem atitudes discretas e pontuais que poderão levar a mudanças suaves e progressivas”.

É possível, reduzir o número de computadores espalhados pela casa e não permitir que comam nos quartos. “Podemos também restringir os pequenos lanches e os beliscos que tiram deles a sensação de fome. Podemos alegar tudo, menos que a mudança se deve à presença do computador, pois nesse caso só conseguiremos uma reação intempestiva contrária que nos fará inimigos para sempre por estarmos contra o computador. Dessa forma, nada mais arrebatador do que a mais primitiva das sensações:a fome. Quando ela bate, não há MSN que segure a turminha plugada e eles cedem à força da necessidade de comer. É nessa hora que devemos estar a postos com uma bela refeição que seduza mais que os joguinhos eletrônicos de todos os dias”.

Exceções… exceções… exceções…

“Somente quando a família está reunida e assiste TV junta a um programa de TV ou a um jogo da Copa do Mundo, concordamos que a ocasião pede pipoca, sorvete, bolinho de chuva, sucos e muitas outras guloseimas… Mas podemos fazer isso também no intervalo do filme ou do jogo, sentados à mesa, comendo e convesando amenidades… Comendo e sentindo o sabor do que estamos comendo… Comendo e deixando o nosso cérebro saber disso”

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64% das universitárias brasileiras estão insatisfeitas com o corpo

sexta-feira, 11. junho 2010 3:54 | Autor:admin

Quase 50% das alunas com peso adequado querem ser mais magras.
Jovens da Região Norte são as que desejam os menores padrões ideais.

Natália Chaves, 22 anos, 1,63 m e 65 kg: 'O meu ideal de peso seria uns 12 quilos abaixo'
Natália Chaves, 22 anos, 1,63 m e 65 kg: ‘Quando
fiz 18 anos, já estava na mesa de cirurgia para
colocar implante de silicone. No passado, refiz a
cirurgia. Já pensei em colocar um balão no
estômago’ (Foto: arquivo pessoal)

Quase dois terços das universitárias brasileiras não estão satisfeitas com seu corpo.

A conclusão é de pesquisa que avaliou 2.402 alunas – todas da área da saúde – de 37 instituições das cinco regiões do país.

Quase metade das entrevistadas com peso ideal também gostaria de ser mais magra.

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O trabalho ouviu alunas do 1º e 2º anos dos cursos de enfermagem (59% do total), psicologia (15%), farmácia (12%), fisioterapia (9%), biomedicina (2%) e fonoaudiologia (1%).

A avaliação da satisfação corporal foi feita por meio da escala de silhuetas de Stunkard, uma ferramenta consagrada em pesquisas da área que traz nove figuras retratando

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O que são Prebióticos e Probióticos?

sexta-feira, 7. maio 2010 13:28 | Autor:admin

Os nomes são estranhos, mas, acredite, eles são parceiros indispensáveis para quem quer ter uma saúde de ferro!

 

Dentro da Ciência da Nutrição, sempre há novidades sobre a alimentação. Felizmente, cada vez mais se descobrem alimentos que desempenham funções benéficas ao organismo humano, como prevenção de doenças, proteção de órgãos e tecidos, manutenção das reações básicas, entre outros. Esses alimentos são chamados alimentos funcionais.

De acordo com a ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – propriedade funcional é aquela relativa ao papel metabólico ou fisiológico que o nutriente ou não nutriente tem no crescimento, desenvolvimento, manutenção e outras funções normais do

 

organismo humano.

Os alimentos prebióticos são alguns tipos de fibras alimentares, ou seja, carboidratos não digeríveis pelo nosso corpo. Isto é, possuem uma configuração molecular que os torna resistentes à ação de enzimas. Esse tipo de fibra possui as seguintes funções:- Ajuda na manutenção da flora intestinal;
- Estimula a motilidade intestinal (trânsito intestinal);
- Contribui com a consistência normal das fezes, prevenindo assim a diarréia e a constipação intestinal por alterarem a microflora colônica por uma microflora saudável;
- Colabora para que somente seja absorvido pelo intestino as substâncias necessárias eliminando assim o excesso de glicose (açúcar) e colesterol, favorecendo, então a diminuição do colesterol e triglicérides totais no sangue;
- Possui efeito bifidogênico, isto é, estimulam o crescimento das bifidobactérias. Essas bactérias suprimem a atividade de outras bactérias que são putrefativas, que podem formar substâncias tóxicas.

Exemplos de prebióticos são: frutoologosacarídeos (FOS) e a inulina. Os FOS são obtidos a partir da hidrólise da inulina. Os frutooligosacarídeos estão presentes em alimentos de origem vegetal, como cebola, alho, tomate, banana, cevada, aveia, trigo, mel e cerveja. A inulina é um polímero de glicose extraído principalmente da raiz da chicória.

O segredo da vida saudável está na alimentação. Cuidado
com ela!
Ela se encontra também em alho, cebola, aspargos e alcachofra. A inulina extraída da chicória é produzida comercialmente e pode ser consumida por diabéticos como substituto do açúcar por conter de 1 a 2 kcal/g.

Os probióticos são outro tipo de alimentos considerados funcionais. São microorganismos que, quando ingeridos, exercem efeitos benéficos para a saúde. Esses organismos são adicionados aos alimentos, como os leites fermentados, por exemplo.As mais conhecidas bactérias que exercem essa função são as Bifidobacterium e Lactobacillus, em especial Lactobacillus acidophillus. Elas agem produzindo compostos como as citoquinas e o ácido butírico que são antimicrobianos e antibacterianos, ou seja, favorecem a presença de bactérias benéficas ao organismo e diminuem a concentração de bactérias e microorganismos indesejáveis. Outra maneira de proteger a mucosa intestinal é metabolizar as fibras presentes e transformá-las em ácidos.

Dessa forma, no meio ácido há uma diminuição na concentração de bactérias patogênicas e putrefativas, que provocam doenças e gases.

Outras funções:

- Os probióticos aumentam de maneira significativa o valor nutritivo e terapêutico dos alimentos porque há um aumento dos níveis de vitaminas do complexo B e aminoácidos. Absorção acrescida de cálcio e ferro;
- Fortalecimento do sistema imunológico, através de uma maior produção de células protetoras e,
- Particular importância para os indivíduos com intolerância à lactose, devido ao aumento de uma enzima que facilita a digestão da lactose.

A manutenção do equilíbrio da flora intestinal é muito importante para o nosso organismo. Dessa maneira, a alimentação assume papel influente através da ingestão de alimentos que proporcionem o desenvolvimento no intestino de bactérias saudáveis.

Os prebióticos e probióticos têm esta função e o consumo destes alimentos deve ser estimulado. No entanto, é importante saber que uma vida saudável está relacionada não somente com os alimentos que são ingeridos, mas também com o estilo de vida, a hereditariedade, influência do meio ambiente e atividade física. Assim, é fundamental perceber que uma boa saúde não depende somente de alimentos funcionais e sim de vários fatores que juntos proporcionam uma vida saudável.

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É possível recuperar horas de sono? Depois de desperdiçar sua quota, será que dá para se sentir descansado de novo? por Molly Webster

quarta-feira, 5. maio 2010 15:06 | Autor:admin

Digamos que você perdeu duas horas de sono todas as noites da semana passada por causa de um grande projeto que tinha que entregar na sexta-feira. No sábado e no domingo, conseguiu ficar na cama até mais tarde, e dormiu quatro horas a mais. Na segunda-feira pela manhã, você se sente tão bem que só bebe uma xícara de café em vez das duas habituais. No entanto, não se deixe enganar por todo esse vigor: você ainda está carregando um fardo pesado de horas não dormidas – ou o que os especialistas chamam de “débito de sono”. Nesse caso, algo como seis horas, ou quase uma noite inteira.

O débito de sono é a diferença entre a quantidade de sono que você deveria obter e aquela que você realmente consegue ter. É um déficit que aumenta cada vez que perdemos alguns minutos extras de nosso sono diário. “As pessoas acumulam o débito de sono sem perceber”, explica o psiquiatra William C. Dement, fundador da Clínica do Sono da Stanford University. Estudos demonstram que, a curto prazo, essa deprivação leva a uma piora na visão, problemas na hora de dirigir e dificuldades para se lembrar das coisas. Os efeitos a longo-prazo incluem obesidade, resistência à insulina e doenças cardíacas. E a maioria dos americanos sofre de deprivação crônica de sono.

Uma pesquisa realizada em 2005 pela National Sleep Foundation, nos Estados Unidos, indica que, em média, os americanos dormem 6,9 horas por noite – 6,8 horas durante a semana e 7,4 horas nos finais de semana. Geralmente, os especialistas recomendam oito horas de sono por noite, apesar de algumas pessoas precisarem de apenas seis horas, enquanto outras requerem dez. Isso significa que, em média, os americanos estão perdendo uma hora de sono todas as noites – ou mais de duas semanas por ano. A boa notícia é que, como em todo caso de débito, o do sono também pode ser “pago”. No entanto, isso não vai acontecer de uma só vez em uma maratona sonolenta nos lençóis. A melhor maneira de “atualizar” o sono é dormir uma ou duas horas a mais por noite. Para os que sofrem de deprivação crônica, o melhor a fazer é tentar diminuir o ritmo por alguns meses para voltar a um padrão de sono natural, afirma Lawrence J. Epstein, diretor médico dos Sleep HealthCenters, filiados à Harvard University.

Vá para a cama quando estiver cansado, e permita que seu corpo o acorde ela manhã (sem a ajuda de despertadores). Talvez você se sinta catatônico no início desse ciclo de recuperação e “capote” dez horas por noite. No entanto, à medida que os dias forem passando, a quantidade de horas de sono irá diminuir gradualmente.

Para recuperar o sono perdido, tanto as horas dormidas quanto sua intensidade são importantes. Parte das horas de sono mais restauradoras acontece quando dormimos profundamente. Apesar dos verdadeiros efeitos do sono ainda estarem sendo estudados, é geralmente considerado um período de recuperação para o cérebro. E quando você dorme mais, permite que seu cérebro passe mais tempo nessa fase rejuvenescedora.

À medida que “paga” o débito, seu organismo começa a descansar em um padrão de sono específico para você. Os pesquisadores do sono acreditam que certos genes – que, no entanto, ainda precisam ser descobertos – determinam nossos padrões de sono individuais. Isso significa que você não pode se “treinar” para dormir pouco – e está se enganando ao pensar que realmente conseguiu fazer isso. Em um estudo de 2003, a publicação especializada Sleep demonstrou que quanto mais cansados estamos, menos nos sentimos dessa maneira.

Então, ganhe seu sono de volta, siga as ordens de seu padrão e logo se sentirá bem melhor. “Ao pagar seu débito de sono, você se torna quase um superherói”, compara Dement, ao se referir às capacidades físicas e mentais que acompanham essa sensação de finalmente estar descansado. O que você está esperando? Finalmente uma razão científica para dormir algumas horinhas a mais no sábado!

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